quinta-feira, 3 de julho de 2014
não há mistério
O mundo dela é uma grande quadrilha, dessas de festa junina, em que dado momento, alguém sempre vai dançar com o par do outro. Digamos que no mundo de Vivian, a parceira de Felipe mora com Bruno. Bruno quer ser par de Vivian. E ela, por sua vez, já é par de Felipe. Rafael, que é par de Vivian também, divide casa com Felipe. Vivian é desejada por esses três homens e é desejada também por Evandro, que tem uma ex-namorada que impede que ele esteja mais presente na vida de Vivian.
Alguém diria: "não há porquê essa garota se queixar, há vários que a querem." No entanto, apesar de todos esses homens em sua cama, eles nunca estão por inteiro para ela, sempre há uma atual ou ex-namorada, uma amizade mais importante, ou um discurso de liberdade, que na verdade, só serve para mantê-la de estepe. Nunca alguém disposto a se comprometer com ela, a se doar da maneira como ela se doa pra cada um deles. Novamente, alguém diria: "quem se doa para tantas pessoas, não se dá à ninguém". Todavia, esse era mais um ato desesperado dessa menina. Que tenta demais, não se pode negar. Mas que já está cansada de tanta coisa "errada", de se perder, sempre nas mesmas histórias. E isso não muda, mesmo quando fica com meninas, assiste ao mesmo enredo, num looping eterno. Mesmo que ela não saiba, e não se canse de ter esperanças, o final já está dado.
Seu destino era esse: ser só, numa multidão de amores.
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